Histórico

Caracteristica do progama e atividade dos bolsitas

Processo de selação dos bolsitas PIBIC

 

O Programa Institucional de Iniciação Científica – PIBIC é um programa do CNPq, cujos objetivos gerais são; “despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação e contribuir para reduzir o tempo médio de formação de mestres e doutores”.

Através desse programa são concedidas bolsas para que estudantes de graduação possam desenvolver atividades em projetos de pesquisa, orientados por pesquisadores com reconhecida competência científica e capacidade de orientação, que estejam exercendo plena atividade de pesquisa na Instituição.(RN 017/2006 – CNPq)

Para as instituições conveniadas como a UFMT, o programa vai além desse propósito inicial de qualificação dos alunos para os programas de pós-graduação, trazendo como conseqüência o fomento à pesquisa, o aumento da produção científica e contribuindo para o desenvolvimento científico de um modo geral.

No âmbito da formação do aluno o programa proporciona, além da aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, a oportunidade de desenvolver o pensamento científico e a criatividade através do confronto direto com os problemas.

Além disso, o desenvolvimento da disciplina, da capacidade de observação, reflexão, discussão e análise, que são elementos inerentes ao processo de investigação, enriquecem o leque de aptidões do futuro profissional, melhorando sua performance em todas as áreas de atuação.

HISTÓRICO

O Programa de Bolsas Iniciação Científica – PIBIC foi implantado na UFMT desde 1991, através do Convênio nº 0053-00/91 de 27/06/91, firmado com o CNPq, em conjunto com as Universidades Federais do Acre e de Rondônia. A cota inicial do CNPq foi de 70 bolsas.

A partir de 1992 a UFMT assumiu a gestão isolada do convênio e, em 1993 implementou mais 50 bolsas como forma de contrapartida como pode ser visto no quadro número 1 (Cotas de Bolsas PIBIC na UFMT – 1991 a 2005).

O programa já contava então com 185 bolsas (50 da UFMT e 135 da CNPq). As cotas tiveram aumentos gradativos, nos anos subseqüentes a implementação do Convênio, chegando a 215 bolsas até 1998 (ver quadro e figura abaixo).

Os cortes consecutivos que ocorreram em 1999 e 2001 pelo CNPq, foram compensados, em parte, pelo esforço da UFMT, que aumentou sua cota para 66 bolsas.

A partir de 2003 o CNPq aumentou anualmente sua cota e foi aberto um novo convênio com a FAPEMAT que participa com a cota 33 bolsas.

Atualmente o Programa dispõe de 326 bolsas, divididas em três fontes finaciadoras: CNPq (227 bolsas), UFMT (66 bolsas) e FAPEMAT (33 bolsas).

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CARACTERÍSTICAS DO PROGRAMA E ATIVIDADES DOS BOLSISTAS

O PIBIC é um programa aberto à participação de pesquisadores e alunos de todas as áreas de conhecimento. Em relação ao aluno não há restrições quanto a idade, nº de reprovações ou graduações, semestre ou ano de ingresso, raça, gênero, credo ou ideologia.

Para estar apto a concorrer a uma bolsa o aluno deve estar regularmente matriculado em um curso de graduação da UFMT, não possuir vínculo empregatício, nem acumular bolsas em outros programas e ter disponibilidade para dedicar-se integralmente às atividades acadêmicas e da pesquisa.

O primeiro passo para o aluno da UFMT, que esteja interessado em participar do PIBIC é procurar um pesquisador dentro de sua área de interesse, conhecer seu projeto e demonstrar seu interesse de se integrar à sua equipe de pesquisa.

Caberá ao pesquisador responsável o esclarecimento do aluno e a condução de todos os trâmites referentes aos processos de inscrição para a o processo de seleção do PIBIC, bem como a interlocução com a PROPEQ, através da Coordenação de Pesquisa, nos seguintes e-mails: coorpeq@ufmt.br ou pesquisa@ufmt.br.

A concessão de bolsa de iniciação científica é regida atualmente pela RN 017/2006 do CNPq.

O ingresso no Programa ocorre através de um processo seletivo que é regido por um Edital, publicado anualmente pela PROPEQ/UFMT com antecedência em relação ao período de inscrição para os pedidos de bolsa.

Cada edital contém normas específicas para o período correspondente, podendo, portanto haver modificações nas normas e critérios de avaliação entre períodos subseqüentes.

O período de inscrição para a Bolsa PIBIC e demais atividades relativas ao Programa de Iniciação Científica estão previstas no
Calendário Anual, aprovado pelo CONSEPE e publicado no Site da UFMT (http://www.ufmt.br/), bem como na página da PROPEQ (www.ufmt.br/propeq).

As bolsas são distribuídas segundo critérios que asseguram que os bolsistas sejam orientados pelos pesquisadores de maior competência científica e com capacidade de orientação (título de doutor ou perfil equivalente), que estejam exercendo plena atividade de pesquisa, evidenciada por sua recente produção intelectual (ver critérios de avaliação em editais de anos anteriores – critério de avaliação).

O pesquisador tem autonomia para escolher e indicar para candidato à bolsa, o aluno com perfil e desenvolvimento acadêmico compatível com as atividades propostas no projeto de pesquisa.

O período de vigência da bolsa PIBIC, é de um ano, com início em agosto e término em julho do ano seguinte.

Durante esse período o aluno deverá desenvolver as atividades previstas em um Plano de Trabalho (Plano de Trabalho) individual, elaborado pelo orientador. Esse plano deverá especificar de maneira clara e resumida o tema da pesquisa, seus objetivos, métodos e demais atividades a ser desenvolvidas pelo aluno, durante o período de concessão da bolsa.

Além das atividades diretamente ligadas ao desenvolvimento da pesquisa, o aluno deve elaborar relatórios (parcial após 6 meses do início e final, um mês após o término do período da Bolsa), descrevendo as atividades do bolsista e os resultados da pesquisa. A elaboração dos relatórios deve ter o acompanhamento e supervisão do orientador.

Anualmente os resultados da pesquisa serão apresentados no Encontro de Iniciação Científica da UFMT, promovido pela PROPEQ, em forma de Comunicação Oral ou Painel.

As atividades de elaboração de relatórios e apresentação dos trabalhos são de caráter obrigatório para os bolsistas e o não cumprimento das mesmas resultará em penalidades, como o não recebimento de certificado, para o bolsista e o desconto de pontos durante o novo processo de seleção, para o orientador.

É importante salientar que o certificado recebido pelo bolsista após cumpridas todas as atividades previstas nas normas do Programa, tem grande importância para seu currículo profissional e, principalmente, para uma futura seleção de mestrado.

Além disso, tanto os relatórios, quanto a apresentação dos trabalhos no Encontro de Iniciação Científica, são instrumentos de avaliação do Programa pela Instituição e pelo CNPq.

Os Relatórios Parciais e Finais são analisados por um Comitê Interno de Avaliação do PIBIC, composto por professores doutores da UFMT, enquanto a apresentação dos trabalhos no EIC é avaliada também pelo Comitê Externo, formado por membros do CNPq, encarregados da avaliação geral do Programa, ou seja, do desempenho da Instituição em sua gestão.

Por isso, tanto bolsistas, quanto orientadores devem empenhar-se para que sejam produzidos trabalhos de qualidade, que além de refletir positivamente na avaliação geral do programa, possibilita ao aluno e ao orientador concorrer aos Prêmios de Iniciação Científica.

Os trabalhos com potencial para concorrer aos prêmios são selecionados a partir da avaliação dos relatórios e da apresentação no EIC pelo Comitê do PIBIC.

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PROCESSO DE SELEÇÃO DOS BOLSISTAS PIBIC

O processo de seleção de bolsistas PIBIC é regido por um edital publicado anualmente no site da PROPEQ (www.ufmt.br/propeq), com antecedência, previsto no calendário anual de eventos da PROPEQ e da UFMT.

Esse edital contém as normas que regem o processo de seleção, tais como os requisitos para a participação de orientadores e alunos e os critérios de avaliação e pontuação dos candidatos (ver editais de anos anteriores).

A avaliação das propostas será efetuada por um Comitê Avaliador (ver Comitês de Avaliação), onde cada membro avaliará processos dentro da sua Grande Área de Atuação (Humanas, Exatas e Vida), elaborando um parecer em formulário padronizado. No caso de solicitações não aprovadas, os motivos devem ser justificados.

Estão listadas abaixo, de forma resumida, as normas gerais do Programa contidas no Edital. Cabe ressaltar que cada processo de seleção tem seu próprio edital, que deve ser consultado na ocasião do evento e que as normas não são fixas, podendo sofrer modificações com a finalidade de melhorar a gestão do programa.

O número de bolsistas orientados por pesquisador é determinado por sua titulação, sendo, atualmente 2 bolsistas para Doutor e 1 para mestre. A concessão de bolsa obedecerá a um processo classificatório onde a pontuação total de cada candidato é baseada no somatório da pontuação de cada um dos itens abaixo:

  • Titulação do orientador
  • Produção científica do orientador
  • Projeto de pesquisa
  • Plano de trabalho do aluno (a)
  • Desempenho acadêmico do aluno (a)

Serão contabilizados na produção científica do orientador, a produção referente aos últimos 3 anos de atividade anterior ao processo de seleção. Dentro dessa produção serão pontuados itens referentes à publicação de trabalhos em revistas e periódicos qualificados de sua área, em anais expandidos e resumidos de seminários, orientações de bolsistas em Programas de Pós-graduação e de Iniciação Científica e outras produções.

No conjunto, essa pontuação, visa delinear um perfil de competência e produtividade científica e capacidade de orientação, previsto nas normas do Programa.

Para pleitear bolsas para seus orientados o pesquisador precisa ter um projeto de pesquisa registrado na PROPEQ, com antecedência, ou ser membro de equipe de um projeto. Esse projeto deve estar em andamento durante o período de vigência da bolsa, deve ter comprovação de viabilidade financeira ou ser acompanhado por uma declaração na qual o pesquisador assumia o compromisso pela sua execução, independente de financiamento.

Os projetos em andamento com término previsto antes do final do período da bolsa devem ter seu pedido de prorrogação enviado à PROPEQ em período anterior ao processo seletivo, previsto no Calendário da PROPEQ

O Projeto de Pesquisa é avaliado nos itens; justificativa, objetivos e método. Os projetos já avaliados por seus pares e aprovados por agências de fomento (CNPq, CAPES, FAPEMAT) recebem pontuação máxima.

O Plano de Trabalho do aluno deve ser individual, ou seja, um plano para cada candidato e será pontuado quanto aos objetivos, metodologia e vinculação ao projeto no qual está inserido. Um único projeto pode dar origem a vários e distintos planos de trabalho, bem como, o pesquisador pode escolher projetos diferentes para cada candidato.

O desempenho do aluno refere-se ao somatório dos pontos do Coeficiente de Rendimento Escolar, com a pontuação de participação anterior (se for bolsista renovação), descontados os pontos por reprovação.

As solicitações que não obedecem às normas do edital serão excluídas do processo de seleção.

Os candidatos não contemplados com a bolsa terão pleno acesso à informações relativas ao seu desempenho, bem como um prazo para entrar com recurso, caso discordem do parecer do Comitê de Avaliação.

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